Um dia muito especial: 24 de Julho

De uma história de amor nasce a história de uma empresa. 

Dia 24 de Julho 2017 faz 7 anos que estou casada. Há sete anos calcei os meus sapinhos personalizados “sem marca” para celebrar a a união com o meu Ricardo… Já vos contei de como foi interessante a surpresa dos sapatos que fizemos um ao outro (veja aqui), mas ainda não vos contei a história por trás dos sapatos… Vamos a isso:

Quando fiquei noiva, além de pensar logo em mil e uma coisas… vestido, quinta, data, igreja etc… tive sempre presente que iria querer levar uma peça personalizada, que tivesse a ver com a nossa história de amor, e que pudesse guardar e talvez até passar de geração em geração, recortando juntamente sempre a sua história… a nossa história de amor.
Claro, com este pensamento a minha primeira ideia foi uma jóia! Desenhei e pedi orçamentos. Mas desisti logo da ideia, quando me disseram que a escrava com as iniciais (A + R) ia para perto de 1000 Euros sem as pedrinhas semi-preciosas. Então lembrei-me: Ainda não tenho sapatos! E porque não? Sendo de São João da Madeira, da Capital do Calçado, e conhecendo muitos donos de empresas de calçado, podia ser… E assim foi. O primeiro passo foi desenhar o meu sapato de sonho, o segundo escolher o amigo que ia concretizar o esboço em realidade.
Até aí tudo bem, o mais complicado pareceu ser produzir o tal par único. O sapato que desenhei não era nada complicado: era um modelo simples, por acaso tinha também uma jóia incorporada e imaginei-o em cetim! Aliás o laçinho que formava no tornozelo em cetim, era suposto fazer degrade, sendo que nas pontas era rosinha… Mas o fazível e viável implicava uma pequena alteração.
Penso que todo o processo deve ter começado em Janeiro, ou seja, mais ou menos meio ano antes da minha data de casamento. A primeira fase do processo até foi rápido: entregar e explicar o desenho e escolher as bases (disponíveis na fábrica) para a produção do meu sapatinho, isto é: salto e plataforma, sendo que o “corte” em si iria ser conforme o meu desenho. A fase seguinte foi mais complicada, demorou algum tempo até fazer a prova do sapato, o que compreendi perfeitamente. O sapato estava a ser produzido numa empresa que está habituada a ser milhares de pares por semana, centenas por dia, todos iguais e entra o meu, completamente diferente, desenvolvimento novo, saindo fora das normas de trabalho deles. Passados alguns meses (penso que foram mais ou menos 3meses), fiz a prova do meu sapatinho em cetim. Não gostei muito de ver o cetim e foi-me também alertado que não era tão confortável como a pele. De facto, não é!
Entretanto passou-se mais um tempo e consegui quem me fizesse as jóias para o meu sapatinho, por um valor muito mais simbólico… meramente pela amizade…  Mas o tempo foi passando e as provas do vestido foram sendo feitas com sapatos meus que tinham a mesma altura de tacão.
Por fim, consegui entregar a jóia a tempo (pois tinha de ser aplicada com o sapato ainda na produção) e acabei por receber os sapato cerca de 2 semanas antes do casamento. Tudo acabou por correr bem. Nunca pensei que fosse possível fazer algo de raíz, pois não havia oferta nenhuma de um serviço do género. Hoje vivemos numa era em que publicitamos o “à medida”, “ à imagem”, “exclusivo” tudo que distingue um produto! E recordo-me como foi há uns anos atrás e fico feliz por lutarmos todos os dias na andIwonder para criar um serviço de exclusividade e acompanhamento, que na minha altura não havia!
Esta foi a história… espero que tenham gostado de conhecer.
Um beijinho,

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